terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vaga de Frio

Não se esqueçam....e quem tiver roupa velha, não se esqueçam dos nossos meninos! Podem entregar no Canil na AMTSM no Parrinho em S. João da Madeira ou nos departamentos veterinários das nossas Câmaras Municipais! Obrigado!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Doenças Transmitidas por Carraças: um perigo para a saúde animal e para a saúde pública

        Podem levar à morte

As Doenças Transmitidas por Carraças (DTC) constituem um perigo para a saúde animal e para a saúde pública pelas consequências que representam e por poderem levar à morte, caso não seja feita uma intervenção rápida. Enquanto portadora de microrganismos, a carraça pode transmitir uma grande variedade de doenças, quer através da picada, quer através da ingestão que o cão faz quando morde a pele para aliviar a comichão.
Actualmente existem cerca de 800 espécies diferentes de carraças em todo o mundo, embora em Portugal a mais comum seja a Rhipicephalus sanguineus, uma carraça de corpo castanho que parasita frequentemente o cão na zona das orelhas, pescoço e patas. Estes parasitas instalam-se na pele e sobrevivem graças ao ingurgitamento de sangue.
Em Portugal, o número de Doenças Transmitidas por Carraças (DTC) tem vindo a aumentar nos últimos anos, devido ao aumento das temperaturas que se tem feito sentir. É na zona norte do país, sobretudo no distrito de Bragança, onde se regista uma maior incidência destas doenças no Homem, onde anualmente se verifica um número de casos 8 vezes superior à média nacional.
Na maior parte dos casos, as carraças precisam de estar fixas ao seu hospedeiro durante pelo menos 24 horas para transmitirem os microrganismos causadores destas doenças, dependendo do agente patogénico. Os vírus podem ser transmitidos em minutos, embora as bactérias e os parasitas precisem de mais tempo, entre seis a 72 horas.
Na fase adulta, a carraça pode produzir milhares de ovos - entre 2000 a 20.000 ovos - havendo algumas espécies que chegam a fazê-lo duas vezes por ano. Após se alimentarem do sangue do hospedeiro as fêmeas adultas caem para o chão onde fazem a postura dos ovos, estes ovos desenvolvem-se ao encontrar condições propícias para tal, tais como zonas de vegetação baixa, de altura média e com humidade. É na Primavera e no Outono, entre os meses de Maio e Outubro, que as carraças se encontram mais activas, embora estejam presentes durante todo o ano.
Nem todos os cães infectados por estes agentes apresentarão sinais de doença, no entanto, esta pode manifestar-se pelos seguintes sinais: febre, depressão, letargia, descarga nasal e/ou ocular, perda de peso, mucosas pálidas, tosse, dificuldades respiratórias, vómitos, diarreia, presença de sangue na urina, hemorragia nasal, distúrbios neurológicos, paralisia, choque e mesmo morte caso os animais não sejam atempadamente tratados.
No caso do Homem, os sinais clínicos começam com uma pequena úlcera vermelha coberta por uma espécie de "borbulha negra" no local da picada da carraça na pele e, passados alguns dias, podem aparecer sintomas de febre, dor de cabeça, erupções cutâneas, mialgias, náuseas e vómitos, dor abdominal, conjuntivite, gânglios linfáticos aumentados, diarreia, perda de equilíbrio, estado mental alterado, artrites e icterícia.
Tanto o diagnóstico como o tratamento das Doenças Transmitidas por Carraças (DTC) são difíceis de resolver, pelo que a melhor maneira de controlar estas doenças, de forma eficiente, é impedindo a sua transmissão.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Zoonoses : A Sarna

São doenças parasitárias da pele, pruriginosas, transmitidas através do contacto directo com parasitas microscópicos (ácaros), que apresentam potencial zoonótico, algumas ocorrendo exclusivamente em animais, outras tanto em animais como no homem, da qual é exemplo a Escabiose ou Sarna Sarcóptica, causada pelo Sarcoptes scabiei, que é contagiosa.

Muitas vezes, as sarnas, complicam-se com bactérias e fungos, que vêm a originar infecções secundárias, o que complica ainda mais o quadro clínico.

Acções da DGV
Anualmente, a Direcção-Geral de Veterinária determina através da publicação de um Aviso no D.R., e divulgado através de editais afixados em locais públicos, que, quando os animais apresentados na campanha de vacinação anti-rábica, exibam sintomas que permitam suspeitar de sarna, os detentores destes animais são notificados pelo médico veterinário municipal para realizarem testes de diagnóstico e tratamento, quando necessário.

http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=190037&cboui=190037

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Anúncio nº 103/2011 ADOTADAS:)

Estas 5 irmãs de porte médio e pelagem curta e lisa estão disponíveis para adoção. ADOTADAS:)



(a) - cão nº 1243 (adotada)
(b) - cão nº 1246 (adotada)
(c) - cão nº 1244 (adotada)
(d) - cão nº 1245 (adotada)
(e) - cão nº 1242 (adotada)


Lembramos que a adoção de animais é gratuita. No acto da adoção o canil oferece a vacina anti-rábica, o microchip e a desparasitação interna. Lembre-se, a adoção de um animal de companhia é um acto sério, responsável e para vários anos.

Anúncio nº 102/2011

Estes 5 cachorros estão disponíveis para adoção. ADOTADOS!


(a) - cão nº 1229, fêmea de porte pequeno e pelagem curta e lisa (Adotado)
(b) - cão nº 1212, fêmea de porte médio e pelagem curta e lisa (Adotado)
(c) - cão nº 1360, fêmea de porte médio e pelagem média e lisa (Adotada)
(d) - cão nº 912, fêmea de porte pequeno e pelagem curta e cerdosa (Adotado)
(e) - cão nº 1359, macho de porte médio e pelagem média e lisa (Adotado)

Lembramos que a adoção de animais é gratuita. No acto da adoção o canil oferece a vacina anti-rábica, o microchip e a desparasitação interna. Lembre-se, a adoção de um animal de companhia é um acto sério, responsável e para vários anos.

Anúncio nº 101/2011 (Adotados)

Esta ninhada de 6 cachorrinhos de porte médio e pelagem curta e lisa encontra-se disponível para adoção.


(a) - cão nº 1279, macho (adotado)
(b) - cão nº 1278, fêmea (adotado)
(c) - cão nº 1280, fêmea (adotado)
(d) - cão nº 1275, fêmea (adotado)
(e) - cão nº 1277, macho (adotado)
(f) - cão nº 1276, fêmea (adotado)


Lembramos que a adoção de animais é gratuita. No acto da adoção o canil oferece a vacina anti-rábica, o microchip e a desparasitação interna. Lembre-se, a adoção de um animal de companhia é um acto sério, responsável e para vários anos.

Anúncio nº 100/2011 (cão nº 1086) (Adotado)


Este macho adulto (aproximadamente 2 anos) de porte médio e pelagem curta e lisa está disponível para adoção.



Lembramos que a adoção de animais é gratuita. No acto da adoção o canil oferece a vacina anti-rábica, o microchip e a desparasitação interna. Lembre-se, a adoção de um animal de companhia é um acto sério, responsável e para vários anos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Zoonoses : EQUINOCOCOSE/HIDATIDOSE

O que é, e como se transmite?

A Equinococose é uma zoonose, isto é, uma doença dos animais transmissível aos humanos.
A equinococose canina é uma doença causada por um parasita intestinal, o Echinococcus granulosus, um céstode, que tem o cão como hospedeiro definitivo.
É vulgarmente conhecida por “doença do pêlo do cão”, uma vez que este, quando parasitado, ao lamber-se, pode espalhar na sua pelagem ovos, que podem ser ingeridos, caso não haja uma adequada higiene das mãos e respeito pelas regras básicas de biosegurança.
A proximidade homem-cão é propícia ao ciclo zoonótico desta doença.
O cão infecta-se (com equinococose) comendo vísceras de animais mortos com quistos, principalmente ovinos, caprinos, bovinos e suínos.
O homem e outros animais infectam-se (hidatidose) pelo contacto directo ou indirecto com fezes de cães com parasitas adultos contendo ovos (os ovos não são visíveis a olho nú).
A insuficiente lavagem das mãos após contacto com um cão parasitado ou a ingestão de alimentos conspurcados ou o contacto com objectos contaminados com ovos pode levar à transmissão desta doença.
No Homem e outros hospedeiros intermediários, os ovos rompem-se no intestino, e a larva perfura a parede e atinge a circulação sanguínea, ou migra chegando ao fígado, onde em 70% dos casos forma quistos, podendo invadir o tecido pulmonar ou o cérebro.
O ciclo no homem termina assim com a formação do quisto hidático, mais frequentemente no fígado e/ou no pulmão, e não há eliminação das formas de contágio.

A contaminação é sempre acidental, do cão para o homem.
Como Prevenir?
1. Lavar sempre as mãos antes de comer e depois de contactar com os animais;
2. Manter escrupulosas regras de higiene pessoal no contacto com os animais (como p.ex. não se deixar lamber pelos animais, particularmente no rosto; alimentá-lo em recipientes próprios, lavados separadamente);
3. Nunca dar a comer vísceras cruas aos animais;
4. Não beber água não tratada e de origem desconhecida;
5. Lavar sempre cuidadosamente frutos e outros vegetais que coma crus;
6. Desparasitar periodicamente os cães, de acordo com as indicações do médico veterinário assistente  essencial para interromper o ciclo de vida do parasita;
7. Manter os cães e os locais onde permanecem limpos;
8. Não abandonar os animais (o abandono é sujeito a coimas).